sexta-feira, 7 de agosto de 2009

RIO DE JANEIRO, GOSTO DE VOCÊ!



A vida é bem singular, não sei se é exatamente assim que se resume, mas acredito ter chegado bem perto. Já recebi algumas propostas para deixar o meu Brasil, em uma delas até me empolguei, cheguei até a tirar passaporte.

Mas, Como diria Roberto Carlos:

Falando sério

É bem melhor você parar com essas coisas

De olhar p'ra mim com olhos de promessas

Depois sorrir como quem nada quer


Você não sabe

Mas é que eu tenho cicatrizes que a vida fez

E tenho medo de fazer planos

De tentar e sofrer outra vez


(Tá, antes que me julguem mal. Eu sei que parece que RC escreveu isso para uma meretriz!)


Por isso não vou citar o restante da letra, pois é inapropriado para o que tenho a comunicar... Este é o sentido exato. Não quero deixar o meu país! Amo o Brasil com todas as forças de minh'alma, em especial, amo o Rio de Janeiro!

Hu ruuuuu!!!! Rio de Janeiro, gosto de você! Gosto de quem gosta...

De volta para o lugar mais alegre da terra!!!!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MEGALOMANÍACO COM A SÍNDROME DE ÍCARO

Estes caras são muito descarados...

Vejam o que tive a coragem de dizer ao Renê Terra Nova, no comentário que fiz sobre a compra de um jato, que o impóstolo diz ser sinal de conquista da Nação.
Comentário.

Toma vergonha Terra Nova. Jesus não tinha aonde reclinar a cabeça, dava tanto valor a dinheiro que deu a bolsa para o traidor. Quando precisou pagar imposto mandou Pedro pescar um peixinho engasgado.

Se esse negócio de conquistar é referência de milagre de Deus, então vire mulçumano, eles conquistam, dominam e exploram pelo fanatismo.

Sinto vergonha de um dia ter participado destas suas alucinações demoníacas… Mamom deve ter muito apreço por você e seus capachos.

Quanta gente faminta em Manaus teria pão, se você estivesse disposto a multiplicar e compartilhar. Você um megalomaníaco com a síndrome de Ícaro, não esqueça, as asas de cera logo derreterão, e o derretimento poderá se dar no calor do inferno…

http://www.reneterranova.com.br/blog/?p=901#comments

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Metaleiros de Laodicéia



É pra ficar horrorizado, escandalizado, envergonhado, perplexo... São muitos os sentimentos de vexame que se passam no coração já quase doente, devido a tantas imoralidades praticadas por músicos no altar.

Eles teem relação sexual bestial com as guitarras! Gostaria muito de não usar este termo, mas, não há outro de que defina o que realmente acontece, senão apenas este. Parece uma insinuação de masturbação, após os orgasmos, eles jogam os pobres instrumentos em sacos e saem pelas portas do templo desorientados, nem pensar em ficar para serem disciplinados pela pregação. Aliás, ninguém tem conteúdo para ensiná-los, menos ainda os estúpidos pastores que, nada entendem de adoração extravagante.

Eles só aparecem no templo para terem estes relacionamentos com as guitarras. Elas emitem gemidos, ruídos, sons bem parecidos com os sons de fêmeas em êxtase. Eles fazem caras e caretas, gestos insinuantes... Bem, parece que Freud tinha razão, todo o prazer é sexual... Ou então, temos de admititir que isso não passa de um atentado violento ao pudor, e os "ungidos" em questão, chamam de adoração! Que vexame!

Você deve estar se perguntando, e os pastores destas igrejas? Acreditem, eles pregam, condenam, ensinam, disciplinam, mas entra em um ouvido e sai pelo outro, afinal de contas, eles "os metaleiros de Laudicéia" é que são os donos das casas de shows... E, os pastores são apenas gerentes, que tentam manter os empregos, se insistem terminam no olho da rua. Tentou consertar, mas, foi humilhado pelos metaleiros de Laudicéia. "Uma boa sugestão para o nome de uma banda góspel".

Meu Deus, o que estão fazendo com a Igreja? Sei que um bom número de pessoas, ao ler este texto perceberá que em suas congregações acontece exatamente assim. Una as suas forças aos crentes de Beréia, aos de Filadélfia e Esmirna, que mesmo tendo pouca força e sendo pobres, não toleram Jezabel com suas prostituições! Ou cruze os braços e seja como os sem amor de Éfeso, os tolerantes de Pérgamo e Tiatira, ou literalmente mortos como os de Sárdis, ou indiferentes como os de Laudicéia. A escolha é sua.

JJAraújo.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quero viver o que prego e pregar o que vivo.

Foram tempos primorosos, eram difíceis, mas as dificuldades coroavam com honra todos os que verdadeiramente se envolviam com o Reino de Deus. Nunca mais vi e sei que jamais verei a igreja militante tão ativa e vibrante como era nas décadas de 70 e 80. Sei que em décadas anteriores pode ter sido ainda melhor. Mas, falo do que vi e vivi.

Pastores eram consagrados pela experiência e firmeza de caráter. Boa formação ou vasta experiência eram condições inegociáveis para o ministério. Naqueles tempos começaram a surgir os grandes empreendedores da industria góspel, mas não eram vistos com bons olhos pela Igreja que se mantinha reservada as pressões do mundanismo, o que não sabíamos era que seriamos dominados. Uma tsuname de mundanismo em breve invadiria as igrejas.

Hoje a Igreja não sofre mais pelas pressões do mundo. O mundo parece nem saber que ela exista. Houve uma adaptação, quem não se adapta está condenado ao cárcere e vai acabar decapitado, veem-se poucos profetas dispostos a perder a cabeça, isso não dá status. Existe até muita gente que se auto-intitula, mas são agoureiros, falastrões, adivinhadores, mercenários.

Profeta que é profeta não vive em palácios, nem se veste com roupas finas, “sei que tentarão contestar usando o exemplo dos nobres profetas da antiga aliança, isso é bom! Só assim lembrarão de todas as dores e perseguições que eles sofreram nos palácios.” Profetas de verdade não profetizam os interesses de seus ouvintes. Profeta que é profeta não tem fãs, não cobra cachê, não vende livros de auto-ajuda, não mente.

Repito o que tenho dito por diversas vezes – Sinto vergonha, quando vejo estes falsos profetas falando de curas e milagres, são coisas tão medíocres o que eles chamam de milagres, a impressão que tenho com estas suas apresentações circenses é que Deus está perdendo seu poder. Coisas ridículas! Você já viu a unção do emagrecimento? Não seria mais simples se estes profetas de mentirinha condenassem o pecado da glutonaria?

As igrejas contemporâneas, viraram um circo, os ministros são artistas circenses, ninguém quer trabalhar de verdade, hoje todo mundo tem chamado para ser artista gospel, é um mercado muito promissor e excelente atrativo de gente preguiçosa; seja qual for a função. E lá vão pelo mundo fora, dizem que fazem missões, apresentam relatórios fantásticos, mas na prática não se vê nada disso. O que realmente o Brasil vê é um evangelicalismo doente, místico, inchado... As denominações evangélicas realmente cresceram, mas o Reino de Deus só tem diminuído.

Estou com vergonha de ser evangélico e pastor. Mas por ter coragem de falar o que vejo serei taxado de fraco, tímido, sem unção; essas bobagens que os falastrões usam para justificar suas exacerbações e infantilidades que tem por finalidade única construir patrimônio para os espertalhões que sabem pEdir Maiscedo!

Esta nova geração de aspirantes a pedintes milionários diz que o alvo é Cristo, mas na verdade eles apenas imitam seus lideres, que em nada imitam Cristo.

Jesus deu tanto valor ao dinheiro que colocou Judas para ser o seu tesoureiro. E ainda disse que não podemos servir a dois senhores, ou servimos a Deus ou ao dinheiro. Não estou aqui pregando os ideais franciscanos, até porque a bíblia diz que digno de salário é o que trabalha, e grande fonte de lucro é a piedade, mas com contentamento! É esse o problema, não existe nenhum contentamento! Os fariseus estão pelo mundo devorando as casas das viúvas, e para justificar fazem orações longas... A moda é fazer correntes! Você já viu na bíblia Jesus fazendo correntes de sete dias, para expulsar demônios, ou realizar qualquer milagre?

Isso só tem uma razão de ser. São orações longas para devorar as casas das viúvas!

É sabido que jovens e incautos lideres no desejo de ver seus ministérios deslancharem se envolvem nas mais variadas formas de engano. Mas quem tem chamado de excelência para o Reino, cedo ou tarde volta atrás e se desculpa por todas as meninices que fez e por toda a gordura que obrigou as pessoas comerem. É muito difícil tomar uma decisão assim, mas é a humildade que precede a honra!

Em tempos tão difíceis, “dias maus”, Deus está à procura de pessoas que tenham compromisso com o seu reino; pessoas simples, pequenas, esquecidas, fracas, humildes e humilhadas... O poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Há uma exaltação do poder, todos querem poder, mas isso não é para qualquer um. O Senhor ocultou aos sábios e entendidos para revelar aos seus pequeninos!

Minha oração é para que você faça parte deste pequeno rebanho, e se por ventura tem se desviado do porvir, que ouça agora a voz do Espírito dizendo: Quem tem ouvido, ouça, e quem tem sede, venha a fonte das águas vivas!

Maranata! Ora vem senhor Jesus!
JJ Araújo

terça-feira, 21 de julho de 2009

O Deus Atemporal

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. (Hebreus 1:3)

Ele é atemporal, verdade em absoluto. Se Deus não é maior que o tempo, então o tempo seria deus. Se Deus está limitado ao tempo, Albert Einstein, o teria desafiado com a teoria da relatividade. Sabemos que nossas mentes são incapazes de decifrar os mistérios do universo cósmico, ainda mais incapazes seremos de decifrar o universo espiritual. Não existem teólogos, todos somos apenas curiosos especuladores. Resta-nos tão somente crer, não por força de um dogma postulador. Crer na atemporalidade de Deus não é obediência cega ao tratados Calvinistas ou sejam lá quais forem; crer, é a única resposta que temos. “Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente. (Hebreus 11:3)”.

Fato consumado para a fé é, a existência de dois universos paralelos, um físico e outro espiritual. Ora se as leis da física apontam a possibilidade da relatividade temporal até no universo físico, o que diremos do universo espiritual? Não seria muita imaturidade de teólogos que duvidam da atemporalidade divina?

Os atributos de Deus, onisciência, onipotência e onipresença só possuem fundamentação diante da inquestionável atemporalidade. “Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus. (Salmos 90:12)” Se Deus não possui os atributos citados Ele não é Deus, se Ele não é atemporal, não é onisciente, não é onipresente e nem onipotente. Dá pra confiar em um deus assim? Eu digo que não! “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. (João 1:3)”

O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade. (Salmos 45:6)

Não ouso dizer se Deus está assentado em seu trono vendo todos os tempos ao mesmo tempo: passado, presente, futuro, eternidade. “Porque quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? (Romanos 11:34)” Também seria ousadia dizer que todos estes universos coexistam paralelamente, se for assim, são bilhões e bilhões de universos paralelos, como se a história estivesse se repetindo o tempo todo ao mesmo tempo e Cristo sendo sacrificado a cada minuto. A bíblia diz que Ele de uma só vez consumou a obra da redenção. A criatividade teológica dá inveja aos autores de Hollywood, contudo, a mera criatividade não explica a fenomenologia sobrenatural do divino. “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios, que são vãos. (I Coríntios 3:20)”.

Inquestionavelmente o Senhor é atemporal. Creio no Deus eterno, onisciente, onipotente, onipresente. Creio que Ele tem o controle soberano de todas as coisas, inclusive de sua vontade. Sim o Senhor controla sua vontade. Se for de sua vontade abdicar de sua presença suprema, logo Ele o faz; sem deixar de ter todas as coisas sob controle, “... e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. (Hebreus 1:3)”. É neste aspecto que não vejo nenhuma ligação entre Teologia Relacional e Teísmo Aberto. A parceria presumida pelos relacionais, entre o Pai celestial e nós seus filhos é apenas produto da vontade soberana do Senhor, que por amor, apenas por amor, permite que corramos o risco de nossas escolhas; só desta forma poderemos nos considerar verdadeiramente livres.

A teologia tradicional faz da vida um reality show; um Deus manipulador, curioso, implacável, nos vigia o tempo todo. Nada foge de sua dominação, o escript deve ser seguido à risca, somos meros robôs. De acordo com os arminianos, se falhar o homem é jogado fora; e de acordo com os calvinistas, Deus tem tudo sob terrível domínio, logo o escript não pode ser alterado.

O fato de Deus nos fazer parceiros para construção de nosso futuro, não quer dizer que ele não tenha conhecimento de todos os resultados de quaisquer de nossas escolhas. Antes, mesmo sendo sabedor, Ele nos deixa livres, pois só a expressão absoluta desta liberdade é amor. “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gálatas 5:13)”.

O que é feito da expressão, “Deus está vendo!” e então, está? É claro que sim! Deus vê, sua divinal percepção está em todas as coisas. Mas ao contrario do que ensina a teologia tradicional, Deus não tem interesse em punir e nem em amaldiçoar, quando Ele tem sua atenção constantemente colocada em nós, é para torcer por nós. Se nos deparamos diante do impossível e se parecer bom para nós vencer este obstáculo, como um pai amoroso que estende sua mão para dar uma outra oportunidade ao filho que falhou, assim é o Senhor. É por isso que milagres acontecem o tempo todo.

E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Marcos 15:34).

Deus não deixou de olhar por Jesus, nem o abandonou. O que houve então? O Pai por amor deixou o filho do seu amor assumir os custos da decisão que Ele (Jesus) tomou. O pai sofreu, sentiu, chorou, mas não poderia agir contra a vontade de Jesus.

Um grande amigo ia a cadeia ver seu filho que cumpria pena, o acompanhei algumas vezes, era uma cena dolorosa. Um dia depois de sairmos não resisti e perguntei: -- Como você consegue vir aqui? Ele disse: -- Apenas finjo que não estou aqui. Às vezes tenho a impressão que esta foi exatamente a sensação do Pai celestial ao ver Jesus na cruz. Ele vê, Ele sabe, mas para que possamos realmente nos considerar livres, Ele se revela sem a plenitude de sua glória e santidade; ou seja, Ele nos esconde na rocha.

Não sabemos nada do amor de Deus, mas o pouco que conhecemos é o suficiente para que possamos entender que não há limites neste amor; Ele nos ama e faz qualquer coisa por nós. Até sofrer, em condição de cumprir sua vontade soberana e o direito que Ele nos dá de sermos livres.

Ele deixou Adão e Eva no paraíso, sós. Ele deixou Jesus na cruz, só. Somos verdadeiramente livres, este é um direito que o Senhor nos dá, assim sendo, assumimos por conta e risco os benefícios e as responsabilidades da liberdade. Apesar de todos os riscos, vale a pena ser livre. O maior presente do amor de Deus para nós, é a liberdade.
Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. (Jeremias 31:3)

Pastor José Jocely Silva Araújo – Tenho com o pai Todo Poderoso um relacionamento de amor eterno.

Embriaguez Espiritual

Nunca as peripécias do mundo góspel foram tão antipatizantes como nos dias atuais. Para o visitante desavisado, a coisa parece ser bem orquestrada; a impressão que passam os promotores de eventos religiosos, é de uma espiritualidade perfeita. Os arranjos musicais, combinados a muito êxtase, promovem transes, alegria e emotivismos que, chamam de “unção”; mas, não passa de casca religiosa, embriaguez espiritual. E, como se não bastasse; muita competitividade, o tempo todo, o que importa é buscar a primazia entre os irmãos!

Hoje mais do que nunca, sinto verdadeira repulsa por estas coisas. Levei tanto tempo para entender, estava doente, estou lutando contra o álcool. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício... (Mt 12:7). Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus. (Salmo 51:17). Não existe nada mais repulsivo do que a soberba; aliás: é ao soberbo que Deus resiste! Basta um mínimo de discernimento, para perceber o nível de hipocrisia que há nas chamadas “ministrações”; são carregadas de mensagens subliminares que, exalam todo veneno; do tipo: orgulho, avareza, mentira, inveja, ciúme, auto-afirmação... Ninguém priva por estas coisas, se estiver sóbrio!

Os palcos, chamados de púlpitos, nos templos religiosos, se transformam em arenas sangrentas. Lugares onde os leões e lobos, vorazes, devoram os cordeirinhos ingênuos que, por ali aparecem, atrás de pasto. O poder que eles possuem de atraí-los é fatal; somando, a malícia dos lobos à ingenuidade dos cordeiros, o cenário será uma verdadeira carnificina.O cheiro de carne, toma o ambiente. E, o que deveria ser um culto ao Senhor, se transforma num espetáculo para satanás.

Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente. (I Co 12:30).
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. (I Co 13:1).

A excelência do amor. Por onde anda este amor? Todos os mandamentos se resumem no amor, quem ama cumpre a lei e os profetas. Mas, não é o tipo de manifestação que vemos, nem nas vidas, nem nas liturgias das organizações clericais, (em boa parte delas). Falta respeito aos que sofrem, aos enfermos, aos pobres, aos mais velhos, aos semelhantes e aos irmãos! Sinto menos pânico, vendo a sagacidade perversa, do psicopata da trilogia de jogos mortais, do que; com o cinismo destes impostores que pregam vida, mas na prática ministram a morte, com requinte de crueldade e muita falsidade.

Procurei em alguns comentários, uma definição mais completa para: metal que soa e sino que tine. De muitas afirmações feitas por vários comentaristas, a que mais me chama a atenção é a seguinte: Sons associados aos cultos pagãos. Ora, se isso é verdadeiro, então; os cultos onde falta amor, são cultos pagãos. Se forem cultos pagãos, então são aos ídolos, se são aos ídolos, então são a demônios! Daí a ênfase do que disse anteriormente: E, o que deveria ser um culto ao Senhor, se transforma num espetáculo para satanás.

A vontade de sobressair, o desejo pela primazia, o amor ao apetite e ao próprio ventre, revelam: não existe amor algum! E sem amor, Deus não é louvado! E, se Jesus não tem primazia, satanás se esforçará para receber o que deveria ser para Deus. Embriagados por toda a sorte de sentimentos vertiginosos, dizem: Glórias a “deus”, o deus deste século!

Por certo haverá quem se escandalize com este texto; é um direito pensar diferente, mas sugiro que antes examinem as seguintes epistolas: II Pedro 2, II Timóteo 3:1-9, Judas, Romanos 1:18-32. Se não forem convincentes, então é preciso que rasguemos nossas bíblias. Este talvez, seja o próximo passo da embriaguez!

JJ Araújo – tentando vencer a embriaguez.
É, acho que estou cansado, estafado, esgotado. Não se trata de cansaço físico, que uma boa noite de sono resolve, nem de cansaço ministerial. Estou cansado é dos rumos que a igreja evangélica brasileira anda tomando.

Em contraste com a santidade e a intimidade que o Senhor nos proporciona, lembradas pela celebração da Ceia, vivemos tempos muito ruins. Parafraseando Frank Peretti, estamos vivendo em um mundo tenebroso. Não temo em afirmar que rumamos para uma grande apostasia.

A fé bíblica deixou de ser parâmetro para o ser cristão. Hoje as pessoas buscam cada vez mais ter experiências sensoriais, ainda que em total afronta às Escrituras. Bíblia? Ora, para quê Bíblia, se hoje temos profetas, bispos e apóstolos ungidos, vindo diretamente do trono de Deus, sem nenhuma chancela do Espírito Santo e de seu corpo, que é a Igreja (não confundir com “igrejas”) aqui na terra? Por que gastar tempo lendo e interpretando uma literatura em sua maior parte de origem semita, produzida há cerca de 2 mil anos, se hoje temos DVDs, CDs e outras bugigangas que trazem o alento necessário às almas ocas? Por que se importar em ser pastoreado de modo saudável, se hoje não nos importamos mais em viver um verdadeiro renascimento medieval? Se hoje se cobra um módico preço de cada incauto para que ele seja abençoado por Deus através de gente que confunde estética metrossexual com intrepidez ministerial? Em nossos tempos, não é melhor cantar “Restitui” do que “Tudo a Ti, Jesus, entrego”?

Sempre que posso, procuro alertar as pessoas sobre como a igreja evangélica brasileira tem se transformado nessa espécie de “Sodoma gospel”, onde as pessoas, ainda que religiosas, são más e agem contra o Senhor (Gn 13.13). Fico feliz com a igreja que pastoreio hoje, que tem sido receptiva àquilo que procuro alertar. E sei também de outras comunidades e igrejas locais onde se busca o evangelho verdadeiro. Mas sei também que estamos nos tornando exceção.Sinto saudades do um tempo em que as aberrações eram prontamente identificadas e rejeitadas, um tempo em que o “deus-mercado”, o “deus-espelho” e o “deus-sucesso-a-qualquer-preço” ainda não tinham colocado as garras de fora. E isso tudo me entristece bastante.Sei que Deus ampara os seus, não permitindo que fiquem atordoados (1Pe 2.6).

Sei que estamos vivendo o cumprimento das profecias acerca da volta de Jesus (Lc 18.8), e que apareceriam falsos cristos e falsos profetas anunciando a “última revelação fresquinha” de Deus (Mt 24.5, 23, 24) — o que de fato já está ocorrendo. Mas a vida ministerial tem dessas coisas. Que Deus me ajude a olhar mais para suas promessas, que refrigeram o coração e a alma (Sl 19.7), enquanto andamos no seu caminho.

• Escrito por: Rodrigo de Lima Ferreira, casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, hoje pastoreia a IPI de Rolim de Moura, RO.

Fonte: Site da Revista Ultimato

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paz Interior

Um rei queria adquirir para o seu palácio um quadro que representasse a paz.

Para isso, convocou artistas de diversas partes do mundo e lançou um concurso por meio do qual seria escolhido o tal quadro e premiado o seu autor.

Logo começaram a chegar ao palácio quadros de todo tipo. Uns retratavam a paz através de lindas paisagens com jardins, praias e florestas; outros a representavam através de arco-íris, alvoradas e crepúsculos.

O rei analisou todos os quadros e parou diante de um que retratava uma forte tempestade com nuvens pesadas, redemoinhos de ventos e uma árvore arqueada abrigando, dentro de seu tronco, um pássaro que dormia tranqüilamente.

Diante de todos os participantes do concurso, o rei declarou aquele quadro da tempestade o vencedor do concurso. Todos ficaram surpresos, e alguém protestou dizendo:

- Mas... Majestade! Esse quadro parece ser o único que não retrata a paz!

Nesse momento o rei respondeu com toda a convicção:

- O pássaro dorme tranqüilamente dentro do tronco apesar da tempestade lá fora. Esta é a maior paz que se pode ter: a paz interior.

sábado, 18 de julho de 2009

Interpretar Com Galhardia.

Derrepente na vida da gente as coisas mudam, é muito interessante, pois a curta e simples existência de uma pessoa tem tantas viradas que, nem parece a mesma história. Para algumas pessoas apenas o tempo e os relacionamentos são que se transformam. Mas, a julgar por minha história, do passado só trago lembranças.

Foram vários atos nesta deslumbrante atuação, são capítulos de uma novela da vida real, aliás já sabemos que a arte imita a vida. Enfim, mesmo que cada indivíduo protagonize sua história, ninguém conhece o capítulo do dia seguinte; pode até deduzir, mas conhecê-lo, é impossível.

Somente o Autor da vida, é verdadeiro conhecedor do amanhã de cada personagem deste lindo beste seller chamado humanidade. A curiosidade pelo roteiro do dia seguinte é tão grande que, entram em cena outros personagens: agoureiros, prognósticadores, profetas, adivinhos... É claro que eles não foram colocados na história por acidente, também compõem o roteiro do grande dramaturgo do universo, mas, são apenas elenco de apoio, cujas participações garantem certa pitada de humor ao espetáculo da vida.

Quem poderá saber o fim desta odicéia, quem poderá entender o fim reservado a cada personagem deste encantador romance? Quando nos detemos diante de um drama cinematografico, televisivo, literário ou teatral, ficamos apreensivos pelos finais felizes.

A minha e a sua história estão sendo escritas por Deus. Mesmo que não saibamos qual será o fim, acredito que um bom ator pode com o brilhantismo de sua atuação conquistar o coração do autor. É comum isso acontecer nas telenovelas, os personagens as vezes começam vigorosos, mas pelo mau desempenho do protagonista, acaba perdendo o foco do diretor ou do próprio autor. Mas, outros começam opacos, sem muita expressão, mas no decorrer da trama o personagem cresce na grandeza da atuação de seu protagonista.

Todos nós somos protagonistas, artistas da vida. A beleza e o êxito de nossos papéis, só depende de cada um de nós. A arte de viver deve ser marcante, arrebatadora, atraente, o drama pode ser o que for, mas a interpretação tem de ser perfeita.

Não sei o que Deus tem escrito pra mim para o dia de amanhã, mas, vou viver intensamente, vou dar o meu melhor, vou fazer com que minha história faça sentido, valha a pena! Seja qual for o papel que eu tenha de interpretar, o farei com galhardia!

JJ Araújo.